segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ponto & Vírgula - 2ª edição - Part.1



Poema de minha autoria, presente nas páginas 32 e 33 da 2ª Antologia Ponto & Vírgula.

Rejeição temporária

Não perdia meu tempo lendo
uma simples frase sequer,
não perdia meu tempo rimando versos,
não perdia meu tempo
estudando literatura,
não perdia meu tempo...
Opinião até pouco tempo atrás,
defendida com muita
“ignorância e veemência”.
Não sei por que, sem nada para fazer
um livro comecei a ler.
Por força do destino, caí em contradição;
em páginas de livros, passei a viajar,
versos, passei a escrevê-los,
palavras, passei a rimá-las,
sentimentos e pensamentos,
passei a registrá-los em poemas.
Poemas diversos que falam
de minha própria Vida,
da Vida dos outros,
das ideias que vieram à mente,
do Mundo,
de tudo.
Quantas vezes poemas foram esquecidos,
antes mesmo de serem escritos.
Ideia e inspiração surgem
quando menos se espera,
neste momento, é preciso registrá-las.
Se deixado para depois
não haverá mais poema,
ou quem sabe, até ainda haja
mas não do modo desejado.
Aos olhos dos leitores parece tão fácil
rimar as palavras, formar orações,
escandir versos...
parece tão fácil escrever um poema.
Para isso é preciso de
concentração e silêncio,
tempo e sentimento,
dedicação e paixão,
é preciso...
Porém, tudo em dobro
pois vocês, leitores, são parte de nós.
Poemas...
do mais rico ao mais simples,
do melhor ao pior,
do mais longo ao mais curto,
do que parece não dizer nada
querendo dizer tudo.
Seja qual for o poema
não deve ser desvalorizado
por você, leitor, que tem seu gosto,
mas deve ser ético e respeitar
a historia e a carreira
de um poeta que agrada um
e desagrada o outro.
Há duas classes de poetas,
os novatos e os veteranos.
Nós, novatos, estamos apenas
iniciando a grande construção
de uma intensa e extensa
Carreira e Vida.
Vocês, os veteranos...
nos inspiram,
nos ajudam a estudar
a “antiga literatura”
e a construir uma nova.

Guilherme Mapelli Venturi.

Ponto & Vírgula - 3ª edição - Part.2



Poema de minha autoria, presente nas páginas 54 e 55 da 3º Antologia Ponto & Vírgula.

Viagem no Sarau

Escrevo-te este poema
embriagado de inspirações
vindas de ti, meu tema
a mais bela de todas as emoções.
Mas quem és tu? Descobrirei...
tamanha perfeição,
um enigma a decifrar.
Com o tempo em teu coração chegarei
e tua identidade acharei.
És pianista e cantora
se já não bastasse, és também
compositora e escritora.
Confesso, tão bela e pura Alma
me seduziu... e a uma grande paixão
entregou-se minha admiração.
Teu olhar a sussurrar
doces palavras do teu Eu,
teu sorriso a paquerar
meu coração – e fazê-lo teu.
Tua voz a serenas melodias cantar
com teus gestos a brincar
atento fiquei a observar.
Teus talentos e tua cultura
sempre a impressionar
em êxtase hão de me deixar.
Teu suave e refinado caminhar
hipnotizado me deixou.
No palco a cantar
deu um show.
O olhar durante a canção
para um lugar direcionou
e outro mundo imaginou
juntos viajamos na mesma ilusão.
Bastou a primeira nota cantar
para eu só te escutar.
Logo uma apresentação solo
tornou-se um dueto emocional
entre tua Alma e meu Coração.
Mãos ao piano dedilhar
o lirismo consegue expressar
querendo entender e idealizar
a real visão do Mundo...
Noite de magia
findar-se não deveria.
Em pleno sonho, aguardo-te
para despertar e outra vez
contigo viajar.

Guilherme Mapelli Venturi.

Ponto & Vírgula - 3ª edição - Part.1



Poema de minha autoria, presente na página 56 da  3ª antologia Ponto & Vírgula. 

Francisco, meu avô

Visto apenas como mais um
entre tantos...
Cidadão honesto,
trabalhador modesto.
As mãos calejadas
daquele sofrido marceneiro,
aparentavam seu esforço
exercido com paixão e perfeição.
Sempre ao nascer do sol
abria o portão e saia,
com sua bicicleta
e uma pesada caixa de ferramentas na garupa.
Se punha o sol
mais um dia chegava ao fim.
                                         No caminho de casa
voltava para seu pequeno Mundo
e na Vida pensava.
Todos os dias a mesma rotina cumpria.
Desta vez o portão
não seria mais aberto
quanto menos fechado.
Acabaria, assim, as idas e vindas
do grande gladiador.
Não é a hora!
Pela última vez o portão foi aberto
não pelo velho homem das madeiras,
mas pelo jovem neto.
A cada giro da fechadura
os ferros da grade se torciam,
inundando a calçada
de um líquido vermelho.
Vendo-o deitado a minha frente,
cercado por lindas rosas.
Ao redor, muitos que
de sua Vida fizeram parte
a lavar seu novo lar com rios de lágrimas.
O portão que não mais se abrirá
também jamais se fechará.
Eternamente as lembranças
por ele passarão e pelo quintal correrão.

Guilherme Mapelli Venturi.

domingo, 6 de abril de 2014

Ponto & Vírgula - 2ª edição - Part.3


Poema de minha autoria, presente na página 30 da 2ª Antologia Ponto & Vírgula.

Você sempre comigo

Se não posso tê-la,
o que me impedirá de amá-la?
Se esse amor tão solitário me faz feliz
ao mesmo tempo que me condena
em lágrimas de pranto,
como amá-la sem sofrer?
Se você é e será uma eterna lembrança,
como esquecê-la?
Se um dia tanto amor
conseguir chegar ao fim
e as recordações ainda me fizerem chorar,
como lembrar apenas dos bons momentos
e de nossa linda amizade?
Talvez o tempo congele o amor
e todas as feridas.
Mesmo assim,
minha admiração continuará.
Amá-la sem sofrer...
impossível ou não,
continuarei amando-a.
Não sei se conseguirei esquecê-la
mas, mesmo assim, terei você
sempre comigo.

Guilherme Mapelli Venturi.