segunda-feira, 7 de abril de 2014

Ponto & Vírgula - 4ª edição.




Poema de minha autoria, presente nas páginas 24 e 25 da 4ª Antologia Ponto & Vírgula.

Desejo de partir
Preciso partir...
este lugar está me deixando louco.
Aqui ou ali,
longe ou perto,
agora ou depois,
de manhã, à tarde ou à noite;
de um jeito ou de outro,
eu, você ou nós
não importa
quem ou o porquê,
onde e como.
O fato é que estamos destruindo o mundo
e consequentemente a nós mesmos.
O caos está presente...
ar cada vez mais poluído,
natureza cada vez mais depredada,
Vida cada vez mais insana,
pessoas cada vez mais inconsequentes,
traficantes e usuários cada vez mais frequentes,
misérias cada vez mais presentes,
contradições cada vez mais evidentes,
regras e leis cada vez mais vãs;
passado mais consciente e vivido,
presente inconsequente e em vão,
futuro previsível e talvez irreversível.
Preciso partir...
o ar carregado me sufoca,
a ausência da natureza me faz falta,
a Vida sem sentido me surpreende,
as pessoas, limitadas ao nada,
atraem minha atenção,
a proliferação de usuários me preocupa,
as misérias me comovem,
as contradições explicitas
se fazem ambíguas,
as regras e as leis incertas
fazem com que me sinta ilegal
como Cidadão e de Alma;
o passado me serve de base,
o presente, perdido no tempo,
me faz refletir,
o futuro pré-definido
me faz querer partir.
Preciso partir...
para qualquer lugar “inabitado”
onde haja
ar puro para eu viver
com saúde física e espiritual,
natureza para me abrigar e me confortar,
Vida para observar e admirar,
fartura de diversidades
para poder escolher e preservar.
Lugar onde me encontre,
mas que talvez só exista em meus sonhos
e nesses singelos versos que suplicam
outro Mundo, Novo e Melhor.

Guilherme Mapelli Venturi.


Ponto e Vírgula - O poeta de hoje.



Poema de minha autoria, declamado por Irene Coimbra no programa Ponto & Vírgula - canal 9 da net de Ribeirão.

Dúvidas e reflexões

Mais uma vez estou com dúvidas
não sobre isto ou aquilo,
mas sobre tudo
sobre a Vida, sobre todos.
Inspirado pelo nada,
escrevo estes versos para passar o tempo.
Refletindo sobre incertezas
(talvez em vão),
tento achar respostas
neste imenso infinito
da Alma, da Mente e da Vida.
Não sei quem sou nem onde estou,
não sei se sou um homem ou um bicho,
não sei o que quero nem o que fazer,
não sei  por que amo, se é que sei amar;
não sei se sou poeta ou um sonhador,
não sei por que vivo,
não sei...
Minha mente está congestionada
de tantos pensamentos que transitam,
a maioria em vão e sem respostas.
Meu coração está ferido
de tantos sentimentos que transitam.
Nada, ninguém me importa
com certezas ou com dúvidas,
com ou sem respostas,
com ou sem soluções,
não interessa.
Assim, vou escrevendo meus versos
e construindo a longa estrada de um poeta;
enquanto mensagens e intenções
ainda ficam ocultas nas entrelinhas,
adequando-se aos diferentes fins.

Guilherme Mapelli Venturi.

Ribeirão Cultural.




Poema de minha autoria, presente na página 65 do livro Ribeirão Cultural - Iniciação Poética - poesia na vida e para a vida.

Ser poeta


Ser poeta é muito mais do que escrever...

 poemas com ou sem sabedoria,

com emoção ou em vão,

do que escrever sua própria Vida

ou outras Vidas,

do que escrever por paixão,

seja como ou pelo que for.



Ser poeta é escrever...

 qualquer coisa que venha da Alma,

súbitos pensamentos e sentimentos,

a qualquer hora.

Ser poeta é muito mais...

do que amar,

sofrer,

sonhar,

querer,

procurar,

falar,

...



Ser poeta...

é tentar viver um amor possível e feliz,

é sofrer em vão,

é realizar,

é ter,

é encontrar,

é fazer.



Ser poeta é muito mais do que...

 pensar e refletir sobre a Vida,

questionar,

entender,

filosofar,

...



Ser poeta...

é viver,

é aprender,

é escrever.

Guilherme Mapelli Venturi.